Director: Lázaro Manhiça

O InstitutoNacional de Saúde (INS), entidade que desenvolve pesquisas da saúde da população em Moçambique, alerta contra a ameaça séria das doenças cardiovasculares, com especial atenção para a doença reumática do coração que afecta 30 em cada 1000 crianças.

Esta doença é associada à pobreza que assola o país e pela sua gravidade só pode ser tratada através da cirurgia e em casos extremos leva à morte das crianças ou, doutra forma, os pacientes crescem com a doença em países como Moçambique por falta de condições para a realização de cirurgias.

A informação foi tornada públicaquinta-feira, em Maputo, pela médica cardiologista e investigadora sénior do INS, Ana Olga Mucumbi, durante a visita da presidente da Federação Mundial do Coração, Karen Sliwa, efectuada ao Hospital de Mavalane, para se inteirar da implementação de projectos de pesquisa em saúde cardiovascular.

“A febre reumática ou doença reumática do coração é uma séria ameaça para saúde pública e enquadra-se no grupo das doenças crónicas. Neste momento, uma das prioridades da instituição é a doença cardiovascular, concretamente o tipo que é associado à pobreza que é a doença reumática do coração”, disse a fonte.

Explicou que a doença em causa bloqueia as válvulas cardíacas e não permite que o sangue flua correctamente pelo corpo humano, levando o indivíduo à insuficiência cardíaca. Em Moçambique, a doença é muito prevalecente, atacando desde crianças com idade escolar, até adultos.

“A doença torna-se mais preocupante ainda porque as autoridades de Saúde não têm capacidade técnica, nem abrangência territorial para fazer tratamento a todas as pessoas enfermas. Estudos realizados em 2018 indicam que a doença afecta 30 em cada 1000 crianças no país”, disse.

O INS aponta a prevenção como uma das saídas para o problema das doenças cardiovasculares no país, mas reconhece igualmente que as comunidades são desprovidas de condições para a prevenção, o que torna a situação mais difícil, tanto para os que padecem da doença, como para as autoridades do pelouro.

Mucumbi afirmou que a comunidade cardiovascular de Moçambique, o Ministério da Saúde e o Instituto de Coração estão a envidar esforços para conhecer melhor o problema e tentar alimentar pesquisas capazes de apontar caminhos de prevenção seguros para o país.

“Temos que juntar sinergias para que a doença, que é prevenível, deixe de existir em Moçambique, tal como não existe em outros países”, anotou a fonte.

É no quadro dos esforços de controlo das doenças cardiovasculares que a presidente da Federação Mundial do Coração, Karen Sliwa, está de visita a Moçambique, concretamente para contribuir na redução da mortalidade causada por doenças cardiovasculares no país.

Karen Sliwa, no cumprimento da sua agenda, visitou, quinta-feira, a Unidade de Pesquisa do INS que funciona no Hospital Geral de Mavalane, na cidade de Maputo, e  participou  do seminário sobre a saúde cardiovascular da Mulher, evento que contoucom a participação de pesquisadores e profissionais que trabalham na área de saúde cardiovascular. -(AIM)

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