Imprimir
Categoria: Ciência, Tecnologia e Ambiente
Visualizações: 1213

AS universidades são chamadas a orientar as suas actividades de pesquisa e extensão com vista a propor soluções de curto, médio e longo prazos, visando reduzir o impacto do novo coronavírus,que já contaminou 80 pessoas no país. 

Segundo o Presidente da República, o Governo vai adoptar políticas inspiradas em evidências científicas para fazer face ao momento de particulares desafios à saúde pública que o país atravessa.

Filipe Nyusi, que ontem se reuniu com os reitores das universidades regionais criadas na sequência da reestruturação da Universidade Pedagógica (UP), disse que a sociedade espera que as universidades produzam conhecimentos que respondam aos desafios impostos pelo desenvolvimento sustentável, num contexto de mudanças climáticas.

No encontro de ontem, tomaram igualmente parte da sessão aministrada Educação e Desenvolvimento Humano, Carmelita Namashulua;e o da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico-Profissional, Gabriel Ismael Salimo.

O Chefe do Estado acrescentou que as escolas superiores não podem ficar alheias às questões de segurança nacional e defesa da soberania, com referência à situação da província de Cabo Delgado, que desde 2017 é assolada por ataques de insurgentes.

No domínio da economia, Nyusi sugeriu mais estudos e investigações que determinem qual deve ser o posicionamento do país no mercado global.

“As universidades são laboratórios de soluções para o desenvolvimento de Moçambique. Se quisermos governar com base em pressupostos científicos,precisamos de estar abertos ao contributo das academias”, reconheceu Filipe Nyusi.

Um dos temas que dominarama agenda foi a avaliação da reestruturação da Universidade Pedagógica (UP), processo que resultou na criação de cinco universidades autónomas, nomeadamentea Universidade Rovuma,Universidade Licungo,Universidade Púngoè,Universidade Save e a Universidade Maputo. O Presidente da República exortou os reitores destas instituições a não perderemo foco na qualidade de ensino, garantido, sobretudo, a sustentabilidade das universidades sob a sua gestão.

“Fizemos a reestruturação da UP numa altura em que o crescimento da população estudantil justifica a criação de universidades autónomas e mais criativas. Mas o processo visava, igualmente, descentralizar as decisões”, destacou.

Sublinhou, por outro lado, que a formação deve capitalizar os conhecimentos e recursos existentes em cada região.