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Categoria: Ciência, Tecnologia e Ambiente
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VINTE e dois pescadores ilegais foram neutralizados e encaminhados às autoridades da administração da justiça ao longo desta semana por pesca nociva e exercerem a actividade numa zona protegida no interior do Parque Nacional da Gorongosa (PNG), em Sofala, concretamente na confluência dos rios Urema e Púnguè.

De acordo com o director de Comunicação e Relações Públicas daquela estância, Vasco Galante, o pescado foi obtido por via de envenenamento, foi confiscado por representar um perigo, podendo causar atrofia testicular, ou morte, quando consumido por pessoas.

A fonte acrescentou que o produto do crime foi processado no local de uma forma que coloca em risco a saúde pública e seria de seguida transportado em fardos para venda em diversos centros urbanos na Beira, Dondo, Chimoio, Nhamatanda e Alto-Molócuè, em Sofala, Manica e Zambézia.

Galante descreveu que outros insecticidas foram untadoss no peixe para afastar insectos e retardar a sua decomposição, sendo que estes produtos químicos, como cloroacetanilida, piretroides e organofosforados são também tóxicos.

Apontou ainda que o consumidor deste peixe fica em elevado risco de desenvolver efeitos colaterais, como diversos tipos de tumores, atrofia testicular, má formação do fecto durante a gravidez, danificação dos rins, toxicidade aguda do trato respiratório, vómitos, dores abdominais e náuseas.

Outros efeitos colaterais estão relacionados com úlceras na boca, danos no sistema nervoso central, com perda de coordenação motora, fadiga, convulsões, paralisia e morte, explicou.

Ainda de acordo com a nossa fonte, os infractores foram encaminhados ao Ministério Público, em Nhamatanda, onde a investigação da fiscalização daquela reserva do Estado e da Polícia da República de Moçambique constatou a ausência de licenças de pesca.

Os indiciados são apontados, igualmente, como tendo violado os limites do PNG, incluindo o uso de redes com dimensões abaixo do autorizado.