Director: Lazaro Manhiça

A ADMINISTRAÇÃO Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) congratula-se com a passagem do segundo ano consecutivo sem abate de elefantes por caçadores furtivos na Reserva Especial do Niassa, mas também com o aumento de condenados por crimes ligados ao tráfico e comércio ilegal de produtos de vida selvagem.

O sentimento surge por ocasião da passagem, hoje, do 9.º aniversário da ANAC, que também coincide com as festividades da semana comemorativa da Diversidade Biológica, proclamada pela ONU visando convidar os países e governos a elevarem a compreensão e a consciencialização sobre a biodiversidade.

No ano em curso, as celebrações do aniversário da ANAC têm como lema “As Nossas Soluções Estão na Natureza”, num contexto de apelo para que todos olhem mais para os ecossistemas como a base da sobrevivência da espécie humana.

O aniversário da ANAC acontece numa altura em que, à escala mundial, a humanidade está sob ameaça da pandemia da Covid-19, por um lado, e, por outro, um grande número de espécies de flora e fauna está à beira da extinção devido ao uso excessivo, ao aquecimento global ou devido à perda dos seus habitantes naturais.

“Os seres humanos e a natureza fazem parte de um sistema interconectado. A natureza fornece comida, remédios, água, ar e muitos outros benefícios que permitirão às pessoas prosperar”, refere o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, citado em comunicado de imprensa da ANAC, enviado à Redacção da AIM.

A agremiação regozija-se com os resultados alcançados na conservação dos recursos naturais, como a recente aprovação, pelo Conselho de Ministros, dos decretos de recategorização de três reservas nacionais, que passaram a designar-se Reserva Especial do Niassa, Parque Nacional do Gilé e Parque Nacional de Chimanimani, este último na província de Manica.

A declaração da Área de Protecção Ambiental (APA) de Maputo; a redução da caça furtiva, em especial do elefante, devido à melhoria da coordenação inter-institucional; a (Lei e Regulamento da Conservação da Biodiversidade e revisão de outros decretos avulsos); capacitação dos magistrados e quadros-chave do aparelho judiciário em matérias de conservação, estabelecimento da unidade canina para a detecção de produtos de vida selvagem estão entre as realizações.

Na esteira do nono aniversário, destaca-se também o lançamento da campanha “A Caça Furtiva Rouba de Todos Nós”, produzida em parceria com a WILDAID, organização não-governamental, em que, nesta primeira fase, participam como embaixadores de campanha o antigo Presidente da República Joaquim Chissano, os músicos Lizha James, Stewart Sukuma e King Sweet.

O comunicado da ANAC destaca o investimento que resultou na reintrodução de um total de 10.411 animais nas áreas de conservação, quer de importação quer da translocação interna de parques e reservas onde já se regista um crescimento de determinadas espécies.

O documento refere igualmente o crescimento havido nas receitas das áreas de conservação, que passaram dos 26.990.753.55 de meticais, em 2012, para 181.808, 532.99 meticais, em 2019, como um dos ganhos registados no decurso dos nove anos da ANAC.

CONVERSAS AOS SÁBADOS

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente: Júlio Manjate

Administrator: Rogério Sitóe

Administrator: Cezerilo Matuce

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