Director: Júlio Manjate

Moçambique submeteu à Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), este mês, o relatório nacional anual sobre o estado de conservação da Ilha de Moçambique, sítio de património mundial da humanidade.

A informação foi avançada há dias por Cláudio Zunguene, chefe do Departamento de Protecção Arquitectónica, Histórica e Arqueológica do Gabinete de Conservação da Ilha de Moçambique (GACIM).

O documento está completo e foi enviado dentro das datas previstas aos responsáveis do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS), um dos órgãos da UNESCO que cuida de matérias relativas ao património.

Zunguene garantiu ao “Notícias” que o relatório já está concluído há mais de um mês. Mas não tinha sido submetido porque ainda pretendia-se inculcar as conclusões do seminário sobre a participação comunitária nos processos de gestão e monitoria da Ilha de Moçambique, que decorreu recentemente naquela região insular.

“Uma das formas que um Estado-membro tem para demonstrar a sua seriedade e compromisso para com os assuntos da UNESCO é cumprir com os prazos. E nós concluímos o relatório, por isso, não há risco de Moçambique não submeter o seu relatório”, garantiu.

Esta acção responde a uma das decisões deste organismo das Nações Unidas, que fez recomendações sobre a monitoria reactiva, realizada em 2018, na qual Moçambique solicitou uma avaliação da gestão do património.

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A ORGANIZAÇÃO Mundial de Meteorologia, das Nações Unidas, alertou que a temperatura na década actual pode atingir um novo recorde, frisando que o aquecimento global está a ficar mais elevado. De acordo com a organização, os dados preliminares sobre a temperatura entre 2015 e 2019 e entre 2010 e 2019 “são respectivamente, e com quase toda a certeza, o período de cinco anos e a década mais quentes”. Leia mais

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A Polícia sul-africana apreendeu 100 chifres de rinocerontes e carcaças de quatro tigres, numa rusga a duas quintas no noroeste do país, anunciou ontem. A África do Sul, que alberga cerca de 80% da população mundial de rinocerontes, tem sido o epicentro da caça furtiva a estes animais nos últimos anos. Em 2018, a caça furtiva foi responsável pela morte de 769 espécimes, com o número total de animais mortos na última década a ultrapassar os 7100. Durante a operação, conduzida por uma força de elite da Polícia, três suspeitos foram detidos. "As detenções resultam de uma operação de investigação", referiu a força de elite, num comunicado. De momento, as autoridades ainda não referiram de onde são oriundos os chifres e as carcaças. O Parque Nacional do Kruger, na zona da fronteira entre a África do Sul e Moçambique, tem sido um foco deste tipo de caça. Os chifres de rinoceronte têm uma forte procura na China e no Vietname, onde são usados, entre outros, na medicina tradicional ou como afrodisíacos. Estima-se que o preço possa alcançar os 60 000 dólares por quilograma.

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A directora-geral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Georgina Benrós de Mello,admitiu,ontem,à Lusa,que por vezes falta investimento em educação ambiental, apesar de esta ser uma “necessidade vital”.

Em declarações à margem de um colóquio com o tema “Natureza e meio ambiente nos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa”, organizado pela sociedade alemã para os países africanos de língua portuguesa,DASP, em Berlim, que terminou ontem, a directora da CPLP sublinhou a importância da educação ambiental,revelando a necessidade de esta ser uma das “primeiras prioridades”,porque “é o futuro”.

“Precisamos de investir nas novas gerações para que as populações não sejam apenas a vítima destas mudanças (climáticas), mas que participem numa solução. Temos toda uma mudança de postura e de paradigma que temos de fazer, que exige muito investimento em educação”, realçou, transmitindo que nem todos os países da CPLP têm fôlego financeiro para apostar nessa área.

Georgina Benrós de Mello notou, em relação aos recursos financeiros, que “às vezes não há e é um esforço”.

“Num país de recursos limitados,essa talvez não seja a primeira prioridade, mas sim dar de comer às pessoas ou tratar de quem está doente. Mas se olharmos,em termos de perspectiva de futuro, esta é uma necessidade vital”, frisou.

A dirigente da CPLP deu exemplos de situações negativas decorrentes da acção humana, como o caso das queimadas na floresta amazónica, ou decorrentes de fenómenos naturais, como os ciclones em Moçambique ou a desertificação em Cabo Verde.

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A nova Rede Lusófona contra o HIV, hepatites virais e tuberculose, a ser apresentada amanhã, sexta-feira, vai se envolver no combate à ideia errada de que o HIV não tem cura e que muitas vezes transforma esta doença numa sentença de morte.

A nova organização de luta contra a pandemia pretende constituir-se numa plataforma de base comunitária no espaço da lusofonia, tendo como objectivo ser “um espaço onde pessoas que vivem com HIV e activistas poderão trabalhar, colaborativamente, na elaboração de planos de acção conjuntos, bem como no desenvolvimento de respostas estratégicas eficazes que respeitem os direitos humanos.

Daniel Simões, coordenador da rede, disse à agência Lusa que entre as prioridades de trabalho identificadas nos países lusófonos que compõem esta plataforma está o combate à informação incorreta sobre o HIV que ainda hoje circula em todos estes países.

“O HIV é agora muito diferente do que quando estava nas notícias, mas muitas pessoas ainda têm a imagem associada aos anos 80 e 90”, explicou, adiantando que “ainda há muito estigma ligado às infecções, à noção de risco e do que é o HIV, de quem são as pessoas com o HIV e de como vivem com o HIV”.

O facto de as pessoas acharem que o HIV é uma sentença de morte transforma a doença como uma efectiva sentença de morte, tendo em conta que esta ideia afasta os indivíduos dos serviços de saúde e dos tratamentos, disse.

Segundo Daniel Simões, existe um trabalho por fazer em todos os países, nomeadamente, de troca de experiências, e de seguida elege Moçambique e a Guiné-Bissau como os países que merecem uma maior preocupação, tendo em conta a elevada prevalência da infecção.

Em relação a Moçambique, que tem uma das maiores taxas de infecção do mundo, Daniel Simões defende um consenso em torno de uma resposta que leve em conta a realidade moçambicana.

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