Director: Lázaro Manhiça

Um lote de 100 mil testes do novo coronavírus deverá chegar a Moçambique até Junho próximo, tornando possível a descentralização dos exames para as outras províncias.

Parte do lote tem exames (PCR) que, actualmente, são processados nos equipamentos disponíveis no laboratório de referência do Instituto Nacional de Saúde (INS), localizado no distrito de Marracuene, província de Maputo. A outra é de outro tipo de reagente que poderá ser usado em máquinas (GeneXpert) instaladas em várias unidades sanitárias do país e que, actualmente, são utilizadas para fazer o diagnóstico da tuberculose.

Ilesh Jani, director-geral do INS, explica que os aparelhos GeneXpert têm a vantagem de ser de uso fácil e estarem disponíveis em todas as províncias, embora tenham capacidade de processar poucas amostras por dia.

Todavia, avança que o somatório das unidades com máquinas vai permitir uma descentralização mais efectiva,  resposta mais rápida e um maior controlo da pandemia no país.

Reconheceu, contudo, que o processo de procura dos reagentes para o GeneXpert não é rápido, tendo em conta que o fabricante iniciou, recentemente, a comercialização dos reagentes para estes aparelhos e há uma grande procura por vários países.

“Nós (Moçambique) estamos na fila e o processo pode levar algumas semanas. O processo foi iniciado há mais de um mês e portanto, nós esperamos que até Junho possamos receber esses testes que irão nos ajudar a descentralizar a testagem. Até lá os testes continuarão a ser realizados no INS, em Maputo, utilizando também amostras provenientes de todas as províncias”, disse Ilesh Jani.

Entretanto, falando esta quinta-feira na actual sessão de actualização da informação sobre a Covid-19 no país e no mundo, Sérgio Chicumbe, director nacional para a área de Inquérito e Observação da Saúde, no INS, referiu que a descentralização não implica a falta de capacidade de testagem do laboratório de referência, pois, actualmente, pode processar cerca de 600 amostras por dia, capacidade que ainda não foi alcançada.

Avançou que a ideia inclui ainda a instalação de outros laboratórios para processar em PCR nas zonas centro e norte, estando em processo avançado o que está a ser estabelecido na província de Nampula.

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VINTE e dois pescadores ilegais foram neutralizados e encaminhados às autoridades da administração da justiça ao longo desta semana por pesca nociva e exercerem a actividade numa zona protegida no interior do Parque Nacional da Gorongosa (PNG), em Sofala, concretamente na confluência dos rios Urema e Púnguè.

De acordo com o director de Comunicação e Relações Públicas daquela estância, Vasco Galante, o pescado foi obtido por via de envenenamento, foi confiscado por representar um perigo, podendo causar atrofia testicular, ou morte, quando consumido por pessoas.

A fonte acrescentou que o produto do crime foi processado no local de uma forma que coloca em risco a saúde pública e seria de seguida transportado em fardos para venda em diversos centros urbanos na Beira, Dondo, Chimoio, Nhamatanda e Alto-Molócuè, em Sofala, Manica e Zambézia.

Galante descreveu que outros insecticidas foram untadoss no peixe para afastar insectos e retardar a sua decomposição, sendo que estes produtos químicos, como cloroacetanilida, piretroides e organofosforados são também tóxicos.

Apontou ainda que o consumidor deste peixe fica em elevado risco de desenvolver efeitos colaterais, como diversos tipos de tumores, atrofia testicular, má formação do fecto durante a gravidez, danificação dos rins, toxicidade aguda do trato respiratório, vómitos, dores abdominais e náuseas.

Outros efeitos colaterais estão relacionados com úlceras na boca, danos no sistema nervoso central, com perda de coordenação motora, fadiga, convulsões, paralisia e morte, explicou.

Ainda de acordo com a nossa fonte, os infractores foram encaminhados ao Ministério Público, em Nhamatanda, onde a investigação da fiscalização daquela reserva do Estado e da Polícia da República de Moçambique constatou a ausência de licenças de pesca.

Os indiciados são apontados, igualmente, como tendo violado os limites do PNG, incluindo o uso de redes com dimensões abaixo do autorizado.

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Realiza-se hoje, em Maputo, a primeira edição Online do Mozambique Marketing Summit, sob o lema “Construir uma estratégia de marca – elementos essenciais para o sucesso a longo prazo”.

O evento, que é um encontro anual de referência para profissionais da área de Marketing, vai realizar-se em formato online, através da rede social Facebook, juntando vários oradores nacionais e estrangeiros.

​São objectivos do encontro reunir a comunidade de Marketing e promover a partilha de conhecimentos, através de apresentações e debates moderados por especialistas e trazer soluções e novas abordagens para os profissionais de Marketing, focadas na excelência de implementação de melhores práticas na área.

(Notícias/RM)

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O INSTITUTO Nacional das Comunicações de Moçambique (INCM), a Gapi e a Ologa - Sistemas Informáticos, estão a desenvolver um projecto de inclusão digital que tem como objectivo prover serviços de Internet de banda larga nas zonas rurais, promovendo iniciativas de emprego e auto-emprego, sobretudo para jovens e mulheres, através de plataformas electrónicas. Leia mais

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AS universidades são chamadas a orientar as suas actividades de pesquisa e extensão com vista a propor soluções de curto, médio e longo prazos, visando reduzir o impacto do novo coronavírus,que já contaminou 80 pessoas no país. 

Segundo o Presidente da República, o Governo vai adoptar políticas inspiradas em evidências científicas para fazer face ao momento de particulares desafios à saúde pública que o país atravessa.

Filipe Nyusi, que ontem se reuniu com os reitores das universidades regionais criadas na sequência da reestruturação da Universidade Pedagógica (UP), disse que a sociedade espera que as universidades produzam conhecimentos que respondam aos desafios impostos pelo desenvolvimento sustentável, num contexto de mudanças climáticas.

No encontro de ontem, tomaram igualmente parte da sessão aministrada Educação e Desenvolvimento Humano, Carmelita Namashulua;e o da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico-Profissional, Gabriel Ismael Salimo.

O Chefe do Estado acrescentou que as escolas superiores não podem ficar alheias às questões de segurança nacional e defesa da soberania, com referência à situação da província de Cabo Delgado, que desde 2017 é assolada por ataques de insurgentes.

No domínio da economia, Nyusi sugeriu mais estudos e investigações que determinem qual deve ser o posicionamento do país no mercado global.

“As universidades são laboratórios de soluções para o desenvolvimento de Moçambique. Se quisermos governar com base em pressupostos científicos,precisamos de estar abertos ao contributo das academias”, reconheceu Filipe Nyusi.

Um dos temas que dominarama agenda foi a avaliação da reestruturação da Universidade Pedagógica (UP), processo que resultou na criação de cinco universidades autónomas, nomeadamentea Universidade Rovuma,Universidade Licungo,Universidade Púngoè,Universidade Save e a Universidade Maputo. O Presidente da República exortou os reitores destas instituições a não perderemo foco na qualidade de ensino, garantido, sobretudo, a sustentabilidade das universidades sob a sua gestão.

“Fizemos a reestruturação da UP numa altura em que o crescimento da população estudantil justifica a criação de universidades autónomas e mais criativas. Mas o processo visava, igualmente, descentralizar as decisões”, destacou.

Sublinhou, por outro lado, que a formação deve capitalizar os conhecimentos e recursos existentes em cada região.

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