Director: Júlio Manjate

Perto de cinco mil animais selvagens de diversas espécies, entre elefantes, búfalos, girafas, impalas, cudos, nyalas e zebras foram já introduzidos na Reserva Especial de Maputo, no âmbito da implementação do Corredor de Futi, uma parceria entre Moçambique, África do Sul e o reino de Eswatini.

Para este ano, a administração da reserva, localizada no distrito de Matutuíne, província de Maputo, prevê que sejam introduzidos outros 100 animais.

De acordo com o administrador da Reserva Especial de Maputo e Marinha da Ponta do Ouro, Miguel Gonçalves, o repovoamento tem estado a funcionar como uma atracção turística para cidadãos nacionais e estrangeiros.

Em relação ao repovoamento da Reserva Especial de Maputo, a fonte, que falava à margem de uma visita que membros da direcção da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) fizeram recentemente ao local, disse ainda que o objectivo é criar as condições necessárias para que a partir desta área os três países  estejam unidos, permitindo o livre movimento de pessoas e animais.

“Trata-se de uma extensa área com florestas e dunas costeiras, terrenos cobertos de arbustos,savanas,entre outras características que concedem um enorme potencial para o desenvolvimento de actividades de conservação e turismonos três países, especificamente através daReserva Especial de Maputo, o Parque dos Elefantes de Thembe (na África do Sul) e o South Golf (Eswatini)”, disse.

Quanto à Reserva Marinha Parcial da Ponta do Ouro,o “Notícias” apurou que faz parte da primeira e única Área de Conservação Transfronteiriça Marinha de África, designadaPonta do Ouro-Kosi Bay,e também da Área de Conservação Transfronteiriça dos Libombos,de que fazem parte Moçambique, África do Sul e Swazilândia.

Estabelecida em 2009, com uma extensão de 678 quilómetros quadrados, a Reserva Marinha Parcial da Ponta do Ouro está localizada na província de Maputo, junto à fronteira com a África do Sul.

Segundo Miguel Gonçalves, a Administração da Reserva Especial de Maputo está a desenvolver, com o envolvimento das comunidades, várias iniciativas de negócios orientadas para o uso sustentável dos recursose ecossistemasda região.

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Inicia, próximo mês no país, a realização do Inquérito Nacional Sobre o Impacto do HIV e SIDA (INSIDA 2020), com o intuito de medir a prevalência e incidência desta epidemia e avaliar a cobertura e a relevância dos serviços fornecidos aos pacientes.

A informação foi avançada por Ângelo Augusto, co-investigador do INSIDA 2020, falando no âmbito da formação de coordenadores de mobilização comunitária, inquiridores, técnicos de laboratório, entre outros profissionais que estarão envolvidos na condução do inquérito.

Durante o estudo, com a duração de cinco meses, espera-se abranger 23 mil participantes em cerca de 11 mil agregados familiares a nível nacional.

Augusto explica que, para a execução do inquérito, há necessidade de treinar o pessoal de campo que vai trabalhar em todos os aspectos para a recolha de dados que irão actualizar os indicadores na área de HIV em Moçambique ao longo dos últimos cinco anos, olhando para as actividades implementadas neste domínio.

Entre os indicadores, a fonte apontou a verificação do número de pessoas em Tratamento Antiretroviral (TARV) que atingiram a supressão viral e a actualização de dados sobre novas infecções pelo vírus a nível provincial e nacional.

“Os inquiridores são responsáveis pela recolha de dados através de entrevistas junto dos membros dos agregados familiares. O pessoal de campo fará a colecta de amostras de sangue que serão utilizadas para os testes a ser feitos junto das famílias que aceitarem participar do estudo”, anotou.

A actualização geral das estatísticas sobre a epidemia do SIDA em Moçambique é feita de cinco em cinco anos. O último inquérito foi realizado em 2015 e revelou uma prevalência de cerca de 13.2 por cento na população dos 15 aos 49 anos, significando um aumento em relação aos indicadores de 2009 que apontam os 11.5 por cento.

O INSIDA 2020 é realizado pelo Instituto Nacional de Saúde, em parceria com o Ministério da Saúde, Conselho Nacional de Combate ao SIDA e Instituto Nacional de Estatística. Conta com apoio técnico do ICAP e Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC), financiado no âmbito do Plano de Emergência do Presidente dos Estados Unidos de América para o Alívio do SIDA (PEPFAR).Moçambique avalia

impacto do HIV e SIDA

 

INICIA, próximo mês no país, a realização do Inquérito Nacional Sobre o Impacto do HIV e SIDA (INSIDA 2020), com o intuito de medir a prevalência e incidência desta epidemia e avaliar a cobertura e a relevância dos serviços fornecidos aos pacientes.

A informação foi avançada por Ângelo Augusto, co-investigador do INSIDA 2020, falando no âmbito da formação de coordenadores de mobilização comunitária, inquiridores, técnicos de laboratório, entre outros profissionais que estarão envolvidos na condução do inquérito.

Durante o estudo, com a duração de cinco meses, espera-se abranger 23 mil participantes em cerca de 11 mil agregados familiares a nível nacional.

Augusto explica que, para a execução do inquérito, há necessidade de treinar o pessoal de campo que vai trabalhar em todos os aspectos para a recolha de dados que irão actualizar os indicadores na área de HIV em Moçambique ao longo dos últimos cinco anos, olhando para as actividades implementadas neste domínio.

Entre os indicadores, a fonte apontou a verificação do número de pessoas em Tratamento Antiretroviral (TARV) que atingiram a supressão viral e a actualização de dados sobre novas infecções pelo vírus a nível provincial e nacional.

“Os inquiridores são responsáveis pela recolha de dados através de entrevistas junto dos membros dos agregados familiares. O pessoal de campo fará a colecta de amostras de sangue que serão utilizadas para os testes a ser feitos junto das famílias que aceitarem participar do estudo”, anotou.

A actualização geral das estatísticas sobre a epidemia do SIDA em Moçambique é feita de cinco em cinco anos. O último inquérito foi realizado em 2015 e revelou uma prevalência de cerca de 13.2 por cento na população dos 15 aos 49 anos, significando um aumento em relação aos indicadores de 2009 que apontam os 11.5 por cento.

O INSIDA 2020 é realizado pelo Instituto Nacional de Saúde, em parceria com o Ministério da Saúde, Conselho Nacional de Combate ao SIDA e Instituto Nacional de Estatística. Conta com apoio técnico do ICAP e Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC), financiado no âmbito do Plano de Emergência do Presidente dos Estados Unidos de América para o Alívio do SIDA (PEPFAR).

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Pelo menos 70 pacientes com doenças renais, dos 1300 casos diagnosticados nos últimos meses, estão a fazerhemodiálise no Hospital Central de Maputo (HCM).

O dado foi avançado pela nefrologista do HCM, Elsa Chissico, durante a feira de saúde realizada ontemno Mercado Central de Maputo, alusiva ao Dia Mundial do Rim.

A nefrologista apontou que só no ano passado mais de mil pessoas foram diagnosticadas com doenças renais durante as consultas ambulatórias.

“Dentre os vários pacientes,70beneficiam da hemodiálise, devido àexiguidade de equipamentos para tratamento, os outros são atendidos nas consultas ambulatórias, enquanto esperam por uma oportunidade, daí que é importante apostarmos na prevenção”, explicou Elsa Chissico.

Dentre as medidas preventivas, a nefrologista destacou a importância de beber pelo menos dois litros de águapor dia, consumir alimentos saudáveis, fazer caminhadas e manter uma rotina de consultasmédicas.

“A prevenção é a melhor medida, uma vez que o tratamento para a doença é dispendioso, tanto para a população,como para o sector da Saúde”, explicou.

As doenças renais são a sexta causa de internamento e terceira de morte no HCM, sendo que 40 por cento dos pacientes morrem por causa da patologia.

Alguns vendedores do Mercado Central, apesar de saberemda existência da doença, desconheciam as medidas preventivas.

“Agora sei como a doença se manifesta e a sua gravidade. Por isso, vou fazer os exames de rotina,ao invés de me automedicar. Do mesmo modo, vou transmitir estes ensinamentos aos meus familiares e vizinhos”, disse Lídia Tembe, vendedeira no Mercado Central, há 28 anos.

Por sua vez, Abdul Remane, chefe da comissão do mercado, referiu que a feira de saúde encurta a distância entre os vendedores e as unidades sanitárias, uma vez que muitos têm uma rotina de trabalho corrida.

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As Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) devem garantir eficiência e eficácia na prestação de serviços ao cidadão em áreas como educação, saúde, energia, infra-estruturas, turismo, exploração de recursos naturais, mudanças climáticas, protecção e preservação da biodiversidade, entre outras.

A intenção foi manifestada durante a conferência executiva do lançamento da Blackboard em Moçambique, que decorreu recentemente, em Maputo.

Falando em representação do Ministro da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico-Profissional, o assessor do MCTESTP para a área das TIC, Lourino Chemane, referiu que  competências digitais são essenciais para o acesso, processamento e comunicação de dados, bem como para  a obtenção de informação que favoreça a competitividade das instituições e das empresas.

Segundo Chemane, a maior parte dos produtos e serviços digitais adquiridos e contratados pelas instituições da educação no país são importados e, em muitos casos, não há filiais dessas entidades sediadas no país, o que dificulta o processo de sua aquisição e manutenção.

“Acreditamos que o estabelecimento da Blackboard Moçambique vai contribuir para minimizar parte dos problemas ora apontados, no que concerne aos produtos e serviços fornecidos por essas multinacionais”, afiançou Chemane.

Ademais, o estabelecimento de empresas de base tecnológica no nosso país, em particular as de TIC, constitui um factor importante e de destacar pelo papel que têm em enquadrar jovens no mercado de trabalho e pela sua contribuição no crescimento económico do país.

Foi neste contexto  que, na sua alocução, Lourino Chemane convidou as empresas nacionais e internacionais de base tecnológica a estabelecerem parcerias com instituições públicas, como a Empresa Nacional de Parques de Ciência e Tecnologia, que possui 950 hectares disponíveis para exploração, e sob o regime de zona económica especial, para desenvolverem actividades de pesquisa, com a participação dos estudantes das instituições de ensino superior e de ensino técnico-profissional, e mesmo para o estabelecimento de linhas de montagem dos seus produtos.

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O Ministério da Saúde (MISAU) accionou um alerta máximo nacional face ao registo de casos confirmados de contaminação pelo coronavírus (Covid-19) na vizinha  África do Sul, onde já foram reportados três casos da doença.

Falando ontem em Maputo, na abertura de um ciclo de palestras sobre medidas de prevenção contra o novo coronavírus, o Ministro da Saúde, Armindo Tiago, reiterou que o país está preparado para dar resposta a uma eventual eclosão do surto, salientando a importância de os moçambicanos não entrarem em pânico.

“Accionamos o alerta máximo e estamos a empreender todos os esforços para garantir  que a sociedade moçambicana esteja preparada, mas sem pânico, de modo a permitir que possamos lidar com a situação, como já fizemos no passado, com outras condições similares”, referiu.    

Armindo Tiago apontou o estabelecimento e reforço de medidas de prevenção como sendo o caminho mais adequado para evitar a propagação de qualquer doença.  

Na senda da implementação de estratégias de prevenção do alastramento do vírus no país, a Cooperativa dos Transportes Rodoviários de Maputo anunciou que vai distribuir máscaras aos motoristas e cobradores.

O presidente da agremiação, António Tsucana, citado pela Rádio Moçambique (RM), disse que contactos estão em curso com o sector da Saúde para saberem o tipo de máscaras que devem ser usadas.

“Nos próximos dias vamos introduzir máscaras. Esta é uma das formas que encontramos para reduzir o risco de propagação da doença, uma vez que os autocarros são usados por muitas pessoas”, frisou. 

Segundo a representante da Organização Mundial da Saúde (OMS) em Moçambique, Djamila Cabral, é importante partilhar informação real sobre o coronavírus. Destacou que a doença torna-se uma ameaça maior devido à desinformação a ela associada.

“O coronavírus não é a única ameaça. Temos outra grande ameaça que é desinformação, veiculação de informações falsas e incorrectas, assim como a  criação do pânico e do medo”, alertou a representante da OMS.      

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