Director: Júlio Manjate

Um estudo científico revelou a descoberta de nove espécies novas de gafanhotos em Moçambique, anunciou, ontem, o Parque Nacional da Gorongosa (PNG), citado pela lusa.

“Pelo menos duas das espécies recém-descobertas não podem ser encontradas em nenhum outro lugar do mundo e ocorrem na floresta tropical única da Serra da Gorongosa”, escreve-se na nota do PNG.

O artigo científico resulta de seis anos de um trabalho de campo realizado pelo entomologista (biólogo, especialista em insectos), Piotr Naskrecki, e pelo ex-técnico do PNG Ricardo Guta.

“O artigo descreve a biologia, a distribuição e o comportamento acústico (canções produzidas por estes insectos) de todas as 60 espécies, que vivem na região” e, no meio deste trabalho, encontraram-se as novas espécies.

Os novos gafanhotos foram baptizados com nomes científicos, em homenagem às pessoas, que deram o seu contributo, para a conservação da natureza em Moçambique.

É o caso do gafanhoto Gorongosa Carri, designação “colocada num novo género, que recebeu o nome do parque e de homenagem a Gregory Carr”, promotor da restauração do PNG, nos últimos anos.

O Parque da Gorongosa localiza-se na província de Sofala, no centro do país, e tem cerca de 4.000 quilómetros quadrados.

Apresenta-se como o principal parque nacional de vida selvagem de Moçambique, localizado na extremidade sul do Vale do Rift do leste africano.

É habitat de alguns dos ecossistemas, biologicamente, mais ricos e, geologicamente, mais diversos do continente e é co-gerido pelo Governo e pelo Projecto da Gorongosa.

 

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O INSTITUTO Industrial e Comercial da Matola (IICM), na província de Maputo, graduou,ontem,os primeiros 10 técnicos, no contexto do programa Field Ready, uma iniciativa,que visa formar mão-de-obra local,para trabalhar nos sectores de gás e petróleo. Leia mais

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A RESERVA Marinha Parcial da Ponta do Ouro (RMPPO) instalou, recentemente, ao longo da linha costeira,12 placas informativas, que visam orientaros visitantes  sobre a necessidade de preservarem osecossistemase a valorizarem o património natural desta área de conservação. Leia mais

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Levar o resultado das pesquisas feitas sobre as mudanças climáticas às comunidades é a melhor contribuição, que os pesquisadores podem dar, no contexto da mitigação dos seus efeitos, segundo defende a directora executiva da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), Zélia Menete.

Ela falava, recentemente, em Maputo, tendo referido, que uma fácil adaptação aos impactos dos eventos extremos, assim como, uma melhor mitigação, passam pelo domínio, pelas comunidades, das tecnologias, que vão sendo produzidas pelos pesquisadores. LEIA MAIS

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País desafiado a melhorar estatísticas da área agrária

A melhoria das estatísticas agrárias, fitossanidade e pecuária é um dos grandes desafios que Moçambique sepropõe aalcançar nos próximos anos, com vista a responder às recomendações da Comunidade para oDesenvolvimento da África Austral (SADC) e da União Africana.

Para a concretização desta intenção,foi lançado quinta-feira,em Maputo, o Projecto de Apoio à Operacionalização da Política Regional Agrária (RAP) da SADC, uma iniciativa que conta com o financiamento da União Europeia e apoio técnico do Programa das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

Constituem principais objectivos deste programa, avaliado em cerca de nove milhões de euros, a materialização dos indicadores de produção agrária a nível regional, com vista àintegração da política regional nas áreas de estatística, fitossanidade e pecuária; melhorar o acesso à informação sobre a produção, produtividade, sustentabilidade e competitividade, bem como o acesso aos mercados.

Falando no evento, Delfim Velissa, director nacional de Planificação e Cooperação Internacional no Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar, considerou que um dos grandes desafios de Moçambique, aquando da submissão do relatório bienal sobre as metas na Declaração de Malabo, foi o melhoramento do sistema de estatísticas agrárias.

Ao abrigo desta Declaração, a União Africana também aconselhou o país a tomar medidas claras de modo a reduzir as perdas pós-colheita,que na altura se situavam àvolta de 30 a 40 por cento.

“Estas perdas, por um lado, devem-seàquestão das mudanças climáticas porque, como todos sabemos, Moçambique é extremamente vulnerável às mudanças climáticas,e uma das razões tem a ver com a sua localização geográfica na região intertropical”, explicou.

Delfim Velissa sustentou que as mudanças também se fazem reflectir através das altas temperaturas,que propiciam a multiplicação e proliferação de pragas e doenças,e constituem, por isso, um grande desafio para as autoridades e fazedores da agricultura.

“De forma específica, a União Africana recomendou Moçambique a tomar medidas claras de resiliência às mudanças climáticas, sobretudo no sector agrário. Nós estamos cientes de que este projecto que aqui estamos a lançar não vai poder cobrir as necessidades todas, mas já é um grande passo”, referiu Velissa.

Por seu turno, Ilona Gruenewald, adida de Desenvolvimento Rural e Infra-estrutura da União Europeia em Moçambique, recordou que nos últimos anos a praga da lagarta do funil do milho constitui um grande risco para a segurança alimentar, ao mesmo tempo que se referiu à doença da banana, que cria grandes danos à economia.

Para além destas pragas, o sector da agricultura também enfrenta seca,que afecta a produção agrícola,com impactos nos preços.

Destacou, por isso, a necessidade de uma maior partilha e disseminação da informação de qualidade, de modo a minimizar os danos resultantes destes fenómenos calamitosos.

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