Director: Lázaro Manhiça

O USO das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) deve ser massificado no país, de modo a garantir maior eficácia e eficiência na prestação de serviços públicos ao cidadão.

Um passo nesse sentido, segundo o Primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, será rentabilizar o Centro de Dados do Governo, localizado em Maluana, província de Maputo, que tem a vocação de garantir o armazenamento de dados do sector público e privado com segurança e privacidade.

Falando ontem em Maputo, pouco depois de empossar o novo director-geral do Instituto Nacional do Governo Electrónico (INAGE), Ermínio Jasse, o Primeiro-ministro disse que esta instituição deve reforçar os mecanismos que asseguram o funcionamento consistente e em tempo útil da Rede Electrónica do Governo (GovNet).

“A direcção do INAGE deve coordenar com as instituições competentes para garantir a segurança cibernética no nosso país e apostar numa gestão criteriosa da coisa pública, tendo sempre em atenção o desenvolvimento do capital humano, afim de responder aos desafios da economia digital”, disse.

Ainda ontem, Carlos Agostinho do Rosário conferiu posse ao coordenador nacional do Gabinete de Desenvolvimento do II Programa Millennium Challange Compacto-Moçambique, Higino de Marrule, a quem exigiu fleixibilidade na identificação de projectos concretos e de impacto social e económico, de modo a assegurar o maior financiamento possível para o programa nacional.

O Primeiro-ministro recordou que Moçambique foi seleccionado, em finais de 2019, por uma instituição da administração norte-americana designada “Millennium Challenge Corporation (MCC)” para um segundo programa compacto, em reconhecimento do compromisso do Governo na adopção de políticas económicas e reformas que incentivem o desenvolvimento económico e social do país.

Para Carlos Agostinho do Rosário, este programa complementa as acções do Governo, sobretudo no que se refere à implementação de projectos nas áreas de energia, desenvolvimento de infra-estruturas rodoviárias, abastecimento de água potável e saneamento, entre outras.

“Neste contexto, recomendamos ao coordenador nacional do Gabinete de Desenvolvimento do Segundo Programa Millennium Challenge Compacto para que priorize também o envolvimento activo do sector privado, organizações da sociedade civil, academia, entre outros, nas várias fases da sua implementação”, exortou o Primeiro-ministro.   

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A primeira vacina contra o novo coronavírus a ser testada em pessoas indica ser segura e capaz de estimular uma resposta imune contra o vírus, afirmou, segunda-feira, a empresa fabricante Moderna.

A constatação é baseada nos resultados das oito primeiras pessoas que receberam duas doses da vacina. Esses voluntários saudáveis produziram anticorpos que foram testados em células humanas no laboratório e foram capazes de impedir a replicação do vírus, factor que é preponderante para a eficácia de uma vacina.

Os níveis dos chamados anticorpos neutralizantes correspondiam aos encontrados em pacientes que se recuperaram após contraírem a Covid-19.

De acordo com a empresa, que está apressando seu planeamento, a segunda fase envolve 600 voluntários e uma terceira, prevista para Julho, deve ter milhares de pessoas saudáveis disponíveis para realizar o teste.

Caso os testes prosperem, uma vacina poderá ficar disponível para uso até o final deste ano ou no início de 2021. Quem garante é Tal Zaks, director médico da Moderna, ao jornal The News York Times.

A quantidade de doses que estarão disponíveis ainda não está definida. Zaks afirma, no entanto, que a Moderno está “fazendo o possível para alcançar o maior número possível de doses”.

Estados Unidos, União Europeia e China são os protagonistas na corrida por uma vacina comprovadamente eficaz contra o novo coronavírus.

Ainda de acordo com a Moderna, testes adicionais em camundongos que foram vacinados e infectados descobriram que a vacina poderia impedir o avanço do vírus nos pulmões e que os animais possuíam níveis de anticorpos neutralizantes comparáveis aos das pessoas que receberam a vacina.

Três doses da vacina foram testadas: baixa, média e alta. A dose alta está sendo eliminada de estudos futuros porque as doses mais baixas parecem funcionar tão bem que a dose alta não é necessária.

“Quanto menor a dose, mais vacina poderemos fazer”, projectou Zaks.

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O GOVERNO da província de Manica acaba de criar uma equipa multissectorial que, nos próximos dias, deverá deslocar-se ao distrito de Machaze, onde foi diagnosticado o primeiro caso positivo do novo coronavirus em um cidadão deportado da África do Sul.

Machaze é o primeiro distrito dos doze da província de Manica a registar caso de Covid-19.

A equipa envolve técnicos da Saúde, do Instituto Nacional de Gestão das Calamidades (INGC), da Polícia da República de Moçambique (PRM), entre outros que vão monitorar a pessoa infectada pela Covid-19 e fazer o rastreio a toda a sua rede de contactos.

A decisão foi tomada ontem, em Chimoio, na reunião de monitoria e avaliação das acções de prevenção e combate ao novo coronavírus durante o período de emergência.

Na ocasião, o secretário de Estado de Manica, Edson Macuácua, que orientou a reunião, chamou atenção para a necessidade de a população se manter firme e coesa na luta contra o coronavírus, evitando algumas práticas que atentam à saúde pública.

“Passamos para a lista daquelas regiões com casos de novo coronavirus. É importante que reforcemos as nossas acções de combate à doença para que não passemos para situações em que teremos transmissões comunitárias. Cada cidadão deve ser responsável para evitar que a doença se propague por toda a província”, apelou.

Segundo Macuácua, uma das medidas será a colocação de alguns postos de fiscalização e testagem aos camionistas que passam pela província com destino a outros países da região de África.

“A fiscalização tem de ser reforçada na via pública para evitarmos a circulação de pessoas. Os automobilistas, principalmente os camionistas, serão submetidos a testes porque queremos tentar controlar para que o caso de Machaze não seja uma via para disseminação da doença pela província”, disse.

“Temos de usar as máscaras, fazer a desinfecção das mãos com lavagem frequente e uso de álcool, distanciamento social e outro tipo de bloqueio para evitar a propagação da doença”, acrescentou.

O único caso de Covid-19 foi diagnosticado em Machaze e trata-se de um cidadão repatriado da África do Sul.

Machaze é uma região que se localiza na zona fronteiriça com África do Sul. O movimento de pessoas de e para África do Sul é feito de forma regular, facto que exige do Governo o redobrar de esforços para travar a propagação da doença naquele ponto do país.

Na província de Manica, 83.289 mil pessoas já foram submetidas ao rastreio da doença. Deste número, 471 estiveram em quarentena.

(Notícias/AIM)

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A FALTA de melhores incentivos para os catadores de vidro que operam nas praias da capital do país é um dos factores que pode retrair os munícipes a aderirem a esta iniciativa que contribui para melhorar a imagem destes locais de lazer, segundo defende o ambientalista Carlos Serra. Leia mais

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O Vice-ministro do Mar, Águas Interiores e Pescas, Henriques Bongece, instou, hoje,  na cidade da Matola, os técnicos e funcionários do sector das Pescas a envidar  esforços no sentido de garantir que a baía de Maputo produza uma grande quantidade de peixe e de boa qualidade.

Para o efeito, o vice-ministro disse que é preciso que o sector se organize, trace estratégias e prazos de execução de seus  planos.

Explicou que a primeira fase passa pela restauração dos mangais, local onde decorre a reprodução das espécies marinhas, como camarão, peixe, caranguejo e muitas outras.

Bongece alertou também sobre o cumprimento do período de veda para permitir a reprodução de mariscos e implementação de uma fiscalização cerrada e contínua para garantir a observância das medidas tomadas.

Referiu que o sector deve ser coerente na implementação de seus planos, sobretudo no que tange ao período de veda, clarificando que os prazos devem ser cumpridos e sem negociação e  orientou os profissionais a criar mecanismos para licenciar todos os pecadores, barcos e artes de pesca para melhor controlo e planificação.

“Criadas todas estas condições e seguindo com zelo e fidelidade a execução dos planos, sem dúvidas que  a cidade e província de Maputo terão grande quantidade de peixe e de boa qualidade” - disse Bongece durante uma sessão extraordinária com os membros da direcção das Pescas, no âmbito de uma visita de trabalho de cinco dias à cidade e província de Maputo, destinada a  avaliar o nível de implementação do Plano Quinquenal do Governo (2015-2019) e grau do cumprimento do Plano Económico e Social (PES-19).

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